segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.

Certamente houve muitas rondas a fazer naquele ano, da Polônia à Rússia à África, ida e volta. Talvez você argumente que eu faço a ronda em qualquer ano, mas às vezes a raça humana gosta de acelerar as coisas. Aumenta a produção de corpos e das almas que escapam. Umas tantas bombas costumam resolver a questão. Ou umas câmaras de gás, ou a conversinha de canhões distantes. Quando nada disso conclui os procedimentos, pelo menos despoja as pessoas de seus meios de subsistência, e posso ver gente sem teto por toda parte. É comum eles virem atrás de mim quando vago pelas ruas das cidades violentadas. Imploram que eu os leve, sem perceber que já estou atarefada demais. "A sua hora chegará", eu os convenço, e procuro não olhar pra trás. Vez por outra, gostaria de dizer algo como "Não vê que já estou com as mãos cheias?", mas nunca o faço. Reclamo internamente enquanto vou fazendo meu trabalho, e há anos em que as almas e os corpos não se somam, multiplicam-se.


(A menina que roubava livros, de Maskus Zusak)
Meu cabelo → Roxo/Azul

9 comentários:

Colombina* disse...

esse livro é ótimo!

Jana disse...

Massa o cabelo.

E sobre o livro, ainda não li, mas gostei muito do trecho que você postou.
A próxima vez que for na biblioteca, o procurarei.
Já anotei o nome, aqui na minha mão.

Beijocas
:)

carla m. disse...

Esse trecho que tu postou é lindo, me deu vontade de ler o livro...

Se quiser ver algo sobre essa destruição humana, escrevi um artigo para o Blogueiro Repórter (http://dihitt.com.br/blogueiroreporter/noticia/birkenau-e-os-requintes-de-crueldade).

Abraço,

Marcio Sarge disse...

Muito bom gosto rs!

Giih Manucelli disse...

Simplesmente, curti pra valer esse post , você coloca coisas que realmente fazem se não todo algum sentido ;)

beeijos

Gaby Soncini disse...

Eu amo esse livro *.*

fabuloso.

Amei seu blog.

Bru.na disse...

MEEEEEEEEELHOOOOORR Livro :D
Amoo demais,comprei ele pelo seu titulo,eu imaginei cada algreia e sofrimento com ela e aventuras cheguei até chorar no seu final.



(a 1ª vez que pintei tbm nao ficou roxão)

Luiz Calcagno disse...

Deve dar um trabalhão ser morte, né?

Vivi Floripi disse...

foi a única história sobre a segunda guerra q eu consegui terminar...
e chorei pacas !

uso muito dele no meu blog
bjos