domingo, 8 de novembro de 2009

Três cubos de gelo e um porre de banalidade.

E damos graças pelo circulo vicioso. Pelo vicio. Pelas vísceras - minhas e suas. Pelas unhas que nos arranham por dentro e nos levam todo o sangue; mais seu do que meu.
Eu sempre me questionei: e quando o sangue acabar?
Ainda terá a minha vontade para suprir a sua. A minha vontade vai cheirar a sangue convidando as unhas do circulo a se embrenharem em mim.
Sempre disse e sempre falhei.
Que porra de sempre é esse? Não há, eu sei você sabe, mas a esperança salta alegremente em todos os corpos. Uma porra de tesão sempre nasce sem propósito e na hora daquela boa trepada nada acontece. Broxante!
Garganta seca e a boca cheia d'água.
O corpo feito furacão se apaga sem ao menos queimar corpos; sem erupção.
Ninguém goza; todos riem.
Nesses momentos de devaneios lúcidos me vem à mente uma cafonice qualquer:
"Enquanto houver burguesia, não vai haver poesia”.
Nunca me importei com isso. A burguesia fede? Deixe que feda. Que se foda! Não me importo com a porra de uma burguesia mesquinha de merda. É claro que, agora, vai aparecer alguém para dizer o quão egoísta eu sou. Egoísmo é querer mudar o outro porque me incomoda. É querer que a burguesia deixe de ser burguesia para que possa haver versos e temáticas e estrofes de quatro por quatro.
Que porra! A poesia não está no outro. É in. Eu acredito que o caminho é in e não off.
Entende?
Sente?
Ta dentro! Dentro da cabeça, das vísceras, pulsando na veia. Pulsando na vida. Em qualquer lugar. Em todo lugar e a toda hora. Enquanto as horas passam e nos levam os dias, meses, anos, coração...

Dois dedos d'água e três cubos de gelo.
Eu não quero estar lúcida.
Eu não quero estar e nem sei se aceito me ser.
Absinto-me de mim tantas vezes ao ano que no próximo quase não sei quem sou.
Mas as vísceras continuam viscerais, o sangue é fresco e minha vontade ainda supre a sua. Porra! Eu sei que eu não presto. Eu sei que, pior que isso, eu não quero prestar.
Mas a boca ta cheia d'água e a garganta ta seca, entende?
É in, não off; é infernal!

sempre me sobra banalidades

6 comentários:

mille. disse...

oe, 1ª comentario haha':D
o pior de tuda está cheia de vontade e nada acontecer ' a boca cheia de agua'
não pare de escrever, vc é demais :D
nãoseache,beijos:*
UHSAUHASUASHAS

Ahh...Line. disse...

meeew... um dos textos maaais fodas disso aqui...

muito bom... eu pensaria nisso tudo facil.
hehehehe

Rhaissa disse...

Amei '-'

Não importa o resto, não importa os outros, pra rimar, pra amar, pra tudo, só o que de fato importa é o in mesmo rs. É só aqui dentro que vale.

E vale pra mim o meu in, não pra você, nem pros outros né? rs

Gostei demais, demais, demais mesmo *-*

iurimachado disse...

Manoo.esse texto Tah foda demaiss..
queria colocar ele No palcOo serião
mas O horn me mataria se eu colokasse mais Um texto na peça HAHuaA

te amo Mih
ahazando como sempre no blog e nos textos

Amanda disse...

esse texto está forte.
causa impacto e faz a gente sentir algo pulsante dentro da gente.
como se pudesse sentir o sangue antes que ele se acabe como você diz no texto.

Claudio Elias Do Nascimento disse...

JESUS SS CRISTO ESTA VOLTANDO