segunda-feira, 22 de julho de 2013

Mimimi

A incerteza traz inspiração?
E a certeza?
Há muito vivo o eterno clichê "entre dar a mão e acorrentar uma alma". A alma é sempre minha...
Eu tentei te avisar. Eu te contei sobre os monstros dentro do armário e o amor embaixo da cama. Mas, pra mim, o que é que sobrou?
A vida tem me pregado peças. Muitas pedras no caminho. Muitos desamores.
O que fazer?
O que dizer quando tudo já foi dito?
A verdade bate à porta, dizendo que não há nada pra mudar, nada pra discutir. Ela é a dona do jogo e dessa vez não há desculpas.
A vida me mata. A vida me cospe o dia vazio em todos os nasceres do sol.
E o meu querer?
E o meu amor?
O buraco do espelho diz mil coisas e me faz acreditar no que não vejo. Queria ser simples. Queria, ao menos, não dificultar as coisas. Mas suas cores dançam ao meu redor e me remetem para o lugar mais longe que vejo.
Você está tão longe e tão perto.
Tão longe e tão dentro.

O sorriso está gravado na memória, como algo bom que poderia ter sido e não foi. A cor dos seus olhos me prendem, me faz entender que o brilho não é meu. Talvez se todos nós estivéssemos rodando com a roda - aquela roda - você pudesse ser o rapaz que segura minha mão dessa vez. Se minha garganta não estivesse cansada e na renúncia eu não me encontrasse no quarto vazio, eu até gritaria seu nome. E seríamos felizes pelo breve momento do incerto.
Mas a vida - sempre a vida - precisa de certezas e, às vezes, de bocas coladas e segredos no íntimo do ouvido. A vida tem me pregado peças. Juro! São tantos corpos e tantas almas que eu tenho me perdido no caminho de volta pra casa. Tenho me perdido de você. Em você.

Na ânsia de te salvar tenho me traído inúmeras vezes. Na ânsia de consertar os estragos tenho desfeito e refeito todas as cartas do jogo.
A roda ainda está lá, girando, linda, no lugar mais longe que vejo. No lugar onde sem querer encontro e reencontro os olhos, o sorriso, a loucura...
No lugar mais longe que vejo te zelo ao dormir. E de uma vez por todas percebo, mais distante AINDA estou eu.

Um comentário:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Há um livro bom: O Grande Mentecapto, autor: Fernando Sabino.

É alegre, triste e filosófico ao mesmo tempo. Uma aula de humanidade.

Depois, podes ler o Catecismo edição típica vaticana, que é para adúltos. Daí vc lerá com boa vontade a Bíblia.