Estou me sentindo como um gato de rua, vagabundo e, com uma bola de pêlo, enorme, na garganta. A bola se mexe, remexe, se embola aqui dentro e por mais que eu grite e cante e mie ninguém vai entender o porquê de certos arranhões grátis; às vezes nem é por maldade, injúria ou desafeto, é só vontade de arranhar e afiar as minhas unhas. Pura necessidade de ver aquela risca avermelhada salpicada de sangue no corpo de alguém. Eu tenho vontade grande de provocar cortes fundos e feridas incuráveis por aí, por toda essa gente, em todos; menos em você.
Com você eu me importei desde o inicio, escondi minhas garras e bati de frente com a minha vontade insaciável. Por você eu pensei em deixar de ser gato de rua, em voltar para casa, achar um dono. Por você, só e somente por você.
Pensei e tentei e me enrosquei naquilo que eu queria acreditar; acreditei. Montei a peça e enquanto ensaiava o nosso momento, nossa hora, nosso ápice, veio a tempestade daqueles olhos negros e levou tudo. Eu tentei salvar o que era necessário, tentei e só consegui essa bola na garganta lotada de palavras que eu nunca disse e ainda espero dizer.
Por enquanto a rua é a minha única companheira e, ter um dono já não parece tão bacana quanto à semana passada; acho que sou um gato covarde, meio arredio e com uma dose excessiva de medo no sangue. Eu experimentei sua sede e dela fiz minha fonte; embriaguei-me e gostei do que vivi e ainda poderia viver. Agora é diferente; é possível ver o arame farpado por debaixo de sua pele, macia, esperando meu toque para então me machucar.
Será que você não entende?
De gato de rua já basta eu.
Com você eu me importei desde o inicio, escondi minhas garras e bati de frente com a minha vontade insaciável. Por você eu pensei em deixar de ser gato de rua, em voltar para casa, achar um dono. Por você, só e somente por você.
Pensei e tentei e me enrosquei naquilo que eu queria acreditar; acreditei. Montei a peça e enquanto ensaiava o nosso momento, nossa hora, nosso ápice, veio a tempestade daqueles olhos negros e levou tudo. Eu tentei salvar o que era necessário, tentei e só consegui essa bola na garganta lotada de palavras que eu nunca disse e ainda espero dizer.
Por enquanto a rua é a minha única companheira e, ter um dono já não parece tão bacana quanto à semana passada; acho que sou um gato covarde, meio arredio e com uma dose excessiva de medo no sangue. Eu experimentei sua sede e dela fiz minha fonte; embriaguei-me e gostei do que vivi e ainda poderia viver. Agora é diferente; é possível ver o arame farpado por debaixo de sua pele, macia, esperando meu toque para então me machucar.
Será que você não entende?
De gato de rua já basta eu.
12 comentários:
As cascas se desfazem em um piscar de olhos,
o que vem por detrás delas é que me assusta,
como saber, sem antes tocar?
Bjosss
Tudo acaba virando pó. Tudo acaba se esvaindo, igualmente a areia em uma ampulheta.
Miauuuuuuuuuuuuuuuuu
Acho que no fundo somos todos gatos de rua...
té mais
Lindo mesmo!
Bjo bonita
"wild stray cats, they're real gone guys."
"wild stray cats, they're real gone guys." [2]
rs
Puxa, como entendo isso!!!! Cada palavra!!!
Moça bonita, tem selo pra ti.
Bjo
simplesmente real, simples e legal...
gosto muito de textos assim, com um que de mistério, e um tanto de sinceridade...
Beijos (te acompanho daqui*)
tem selinho pra vc no meu blog! (:
olá! post excelente!!!
Que tudo que esteja engasgado, vá embora, deixando esse incomodo ir dar uma volta!
As vezes é horrivel querer falar tantas coisas, e num ter oportunidade, ou não poder.
Como também, é horrivel qrer tanto se aproximar de alguém, de um modo, e saber q ela provavelmente irá te machucar.
Mas tbm, talvez, todos machucarão...
só nos resta saber por quem vale a pena.
Frase conhecida né? rs Adoro ela.
Beijos
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