quarta-feira, 31 de agosto de 2011

quarta-feira

Eu conheço casa centímetro do corpo. Cada fio de cabelo. Cada roupa gasta. Os cheiros. O gosto. Os sonhos e os desafetos. Conheço todas as palavras. Sei de cor as falas. Conheço a língua. Os beijos. Os seios. A boca. Conheço os olhares - todos. As risadas. As brincadeiras. Conheço todos os trejeitos. Conheço bem o tato. Muito bem o olfato. E um tanto do paladar. Conheço a confusão. Conheço o caos. Conheço a letra. Conheço a musica. A melodia. Conheço a poesia. Verso e estrofe. Conheço os bons sentimentos e, muito bem, os ruins. Conheço tudo. Cada centímetro. Todas as células. E no fim só me pergunto: o que ainda faço aqui?

A Menina da Cabeça de Bola - Quadro 8


A Menina da Cabeça de Bola - Quadro 7


sábado, 30 de abril de 2011

A Menina da Cabeça de Bola - Quadro 4


Essa semana tem mais da "Menina da Cabeça de Bola", ajudem-nos a divulgá-la.
Até mais!!!!

Sigam também:



sábado, 9 de abril de 2011

Menina da Cabeça de Bola - Quadro 3

Cada vez mais doloroso, como se deve ser.
Se não há dor não há sentido.

Divirtam-se, crianças.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Quadro 1 da Menina da Cabeça de Bola

Há coisas que não precisam ser explicadas, creio que esta seja uma delas.
Mas se mesmo assim precisar de ajuda:
ou

A Menina da Cabeça de Bola

Contrariando as expectativas de que somente a beleza deve ser respeitada e apreciada na sociedade contemporânea, aqui vai uma prova do que três mentes diferentes com pontos de vista em comum podem criar.
Sensibilize-se com as crônicas cruéis e reais sobre esta menina diferente de todos.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

madrugada

"Já não sei dizer se ainda sei sentir
O meu coração já não me pertence
Já não quer mais me obedecer
Parece agora estar tão cansado quanto eu"
Mauricio - Legião Urbana

Às vezes é complicada essa solidão a dois. É muito foda. Dói. Machuca. Machuca ao ponto de pedir arrego. Gritar. Sair correndo no meio da noite sem olhar para trás. Sem querer saber o que deixou para trás. Há noites, como a de hoje, que eu quase morro de vontade de sumir. De me tele transportar para qualquer lugar que não esse que não hoje. Nem Chico rolando no rádio ameniza. Há dias em que nada ameniza coisa alguma. A vontade de gritar só aumenta e o desespero aflora.

Solidão a dois a flor da pele.

Enquanto ouço o sono pesado do meu lado. Não acorda por nada. "Não me acorde por nada": só falta dizer. Meu choro quase inunda o quarto; posso imaginar o colchão flutuando em lagrimas sem que ela se mexa. Ta um calor insuportável em São Paulo, um calor transbordante. Mas a frieza, nessa hora, sempre ganha espaço, então eu só faço calar. Só faço recuar. E recuando eu vou sumindo até me perder. Até perdê-la. Até nos perdermos e fim.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

fail

percorri vários lugares;

vasculhei as entrelinhas;

rabisquei frases riscadas só pra tentar te encontrar.

Se você soubesse o quanto procurei seus olhos pela noite, se soubesse quantas noites procurei o seu olhar. Talvez você voltasse...

e voltaria de bom grado. sem choro, sem suspiro, sem poemas gritados ao vento.

e se assim fosse talvez não tivesse partido, levando pra longe tudo aquilo que era meu, me privando de você.

Passo noites em claro, clareando as idéias - malditas idéias - que não somem, não desgastam.

e nessa angustia infinda, desbotei meus sentimento procurando a cor do amor.