terça-feira, 18 de novembro de 2008

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Presentes

A queridíssima Jana me presenteou com o tal de MEME (eu, como ela, não sei o que significa) que funciona assim:

1. Eu devo escrever uma lista sobre oito coisas que desejo fazer antes de passar desta para melhor.
2. Depois, preciso convidar oito blogueiros para fazer o mesmo.
3. Então, comentar no blogue de quem me ofereceu o Meme.
4. Avisar meus convidados sobre suas convocações.
5. E, por fim, mencionar as regras, coisa que estou fazendo agora.

A lista:
1- Ter uma filha pra chamar de Helena. Gosto do nome
2 - Ser uma boa Arquiteta. Arquitetura é pra mim, eu acho. Gosto disso, não sei por quê. rs
3 - Tocar BEM algum instrumento. Faço aulas de teclado, mas digamos que pra tocar BEM ainda falta um pouco.
4 - Escrever um livro. As pessoas tentam me convencer disso, e mesmo eu achando que não conseguiria no fundo eu até tenho vontade. (segredinho nosso. ;x)
5 - Sair de Santa Isabel. Não que eu não goste daqui, mas como é interior do interior do interior do interior de São Paulo (ta, eu exagerei. ahuiah), não tenho aqui as oportunidades que eu poderia ter em outra cidade maior.
6 - Morar sozinha. Não sei se conseguiria, afinal to acostumada com minha mãe, meu pai e com a pirralha da minha irmã mais velha (ahan, ela consegue ser uma pirralha mesmo sendo mais velha --'), mas eu sinto que um dia eu vou precisar crescer e honestamente na barra da saída da minha mãe isso não vai funcionar não.
7 - Ter uma tatuagem. Tatuagem com contorno vermelho vai ficar luxo na minha pele de cadáver, mas isso eu só quero mais pra frente, ainda não tenho coragem pra tal, acho que por ser definitivo me assusta. (tenho medo do definitivo, já disse isso aqui, né?)
8 - Conhecer umA pessoa. Vou conhecer e vou pelo menos dar um beijo nela. Nisso eu acredito fielmente.


A listagem dos blogueiros eu coloco no fim do post :)


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Ganhei também o selo:

Blogosfera no poder.

Do meu querido e magnífico Afobório (que escreve pra caramba)
A idéia é copiar a frase “Blogosfera no poder." e escrever sobre ela, porque enquanto você escreve o mundo responde (como diz Afobório. rs)
Eu infelizmente não consigo escrever nada no momento, as palavras estão meio bagunçadas na minha mente, mas convido a todos que por aqui passam a escrever sobre Blogosfera no poder. o/
Vamos dominar o mundo, galera.



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Quero agradecer também ao querido e incrivelmente craque em brincar com as palavras Luiz Calcagno que me presenteou com estes dois selos:


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Muito obrigada mesmo, queridos.
Três pessoas incrivelmente inteligentes, grandes escritores que tem todo meu respeito.
Listagem dos blogueiros que serve tanto para os selos como para o MEME:
Não sou emo (está escrevendo muito bem)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

a ela, mais um

Como os sonhos as palavras também fogem de mim, acho que elas não querem mais brincar comigo, estão fartas dessa criatura louca que sempre acaba jogando-as ao léu, como folhas, e dessa vez elas se foram com o vento. Os sonhos também se foram, deles não ouço rumores há tempos e mesmo assim continuo sonhando demais. Demasia, minha vida sempre foi um exagero, em tudo, até em detalhes. Há sempre detalhes demais, não que eu seja apegada a eles, isso nunca, mas eles se apegam a mim e quando vejo estou cara a cara com o exagero novamente. Medo. Eu tenho medo de sobra, e me assusta ter medo de ter medo, me assusta mais do que pensar que nunca vou ter coragem pra te dizer certas coisas necessárias. Necessárias o bastante pra me fazer esconde-las.
Não. Eu não sou louca. É normal (até demais) se apaixonar por uma imagem e ter de ouvir a mesma musica milhares de vezes pra conseguir dormir. É normal ouvir vozes e ver o mesmo rosto em varias pessoas em todas as esquinas, ficar feliz ao ver um sorriso que nem é pra você imaginando o dia que ele será seu é normal. Eu sou normal. Espero que você acredite nisso e não fuja de mim como as palavras, eu simplesmente não suportaria ver o vento te levar antes de mim, te levar de mim. Sonho demais e isso sempre acaba comigo. Não brinco mais com as palavras, mas o destino sacana e irônico dessa vez está brincando de um jeito desleal. Amor platônico não era a melhor pedida pra essa hora, chega a ser maldade da minha mente aprontar isso comigo. Seis letras, uma canção, voz doce e sorriso bonito sempre resultaram num coração partido.
Dessa vez foi o meu.


Só eu sei o quanto precisei de coragem para postar este texto e mais outro que também foi feito para tal pessoa com seis letras no nome *

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

a ele, o ultimo

Há tempos as coisas não saem dos eixos, há tempos eu quero me perder e há tempos escrevo pra tirar de mim toda essa droga de sentimentalismo barato. Há tempos me divirto as minhas custas, imaginando o dia em que toda essa minha solidão deixará de ter graça, há tempos ela vem sem graça. Desgraça há tempos. Eu insisto, eu persisto e me recuso a mudar de erro, erro a dose no amor faz tempo e acho que me acostumei com o excesso que me nego a mudar a direção. Há tempos minhas palavras são tristes e meus sentimentos exóticos, há tempos sou acompanhada por essa loucura solitária, há tempos corro de encontro a mim. Te encontro em outras bocas, te sinto em outros perfumes, frascos bonitos, lírios que eu nunca olhei. Te vejo correr por entre corpos, te vejo passar de boca em boca, lixo em lixo, apenas o corpo, a carne, nada além de uma dose a mais. E eu sempre erro na dose. Há tempos. Há tempos procuro o equilíbrio e eu nunca o encontrei. Deve estar perdido por aí, junto com aquele sorriso o qual eu sempre menciono. O sorriso mais bonito sabe? Então, o perdi ontem, no susto, como um tiro no meio da noite. Apenas se foi, pra sempre, voltou ao seu lugar de origem. E por mim tudo bem, afinal ele nunca me pertenceu mesmo.
O dono? Ah,


(sabia que um dia iria me cansar.o dia chegou.)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Lorena

Garotas. Uma delas chamou minha atenção, com aqueles olhos seguros, remoendo incertezas, apenas mais uma na multidão e a única pra mim. Coração de menina, pura o suficiente pra me colocar no lugar, linda o bastante pra não me deixar esquecer e doce até demais. Tem sido a dona dos meus mais nobres pensamentos e também a ladra de algumas noites de sono. A voz mais bonita que já ouvi, em notas e tons que me fizeram subverter uma emoção fazendo dela a razão pra me perder na linha tênue entre pensar e sentir. Uma garota, apenas mais uma na multidão e a única pra mim. O sorriso ilumina meu dia e faz com que esse reles humano que vos fala se perca em seu próprio ser. É desigual, desleal e quase imaturo, eu sei claro que eu sei, mas ela não sabe. Não sabe meu nome, minha idade, minhas manias, meus sonhos. E eu não me importo em não saber nada além de seu nome. Não me importo porque temos muito tempo pela frente e se você se destacou entre tantas não pode e nem vai ser em vão. Não me importo porque detalhes não me interessam e tudo tem de ser simples, simplesmente Lorena.

Obs: Quisera eu ser apenas uma fã. Ela me inspira de um jeito desigual.

Ao som de Rita Lee - Mania de você

sábado, 8 de novembro de 2008

Décimo andar

Com flores numa mão e o coração na outra eu me prontifiquei a dizer aquelas palavras repetidas uma vez mais. A tolice sempre me acompanha e ao fim de tudo penso que te amar é quase desleal, é desleal, e machuca. Machuca mas não dói tanto, tenho minha cápsula protetora, meu casco, me protejo o quanto posso e garanto que já doeu bem mais. Hoje resolvi te procurar e dizer tudo o que você já sabe, resolvi te olhar nos olhos pela última vez antes de virar as costas e sair da sua vida, antes de dar um fim àquilo que nem começou: Nós. Por vezes eu senti vontade desse ‘nós’ e como uma criança esperançosa juntei nossos nomes por vezes, e ao fim do dia quando encostava a cabeça no travesseiro me dava conta de que só ilusão não bastava, queria presença. Sua presença. O que nunca tive e talvez nunca tenha. Depende de hoje. Amanhã pode ser tarde demais, por isso e pelo amor que está comigo e é seu, estou aqui. Completamente desarmada, sem rancor, ironia ou truques, completamente clara e explicita o bastante para não haver duvidas nem erros dessa vez. Eu te amo. Não posso fazer nada além de te amar. Não posso lutar contra isso e nem fingir que não sinto nada, não mais. Não podemos fazer nada para impedir que isso cresça, não podemos e eu não quero. E você? Estou aqui, com flores numa mão e o coração na outra, esperando um sim ou um nunca mais, para poder te beijar ou então bater palmas ao fim de seu discurso mediano. Bater palmas com as flores e com meu coração, dando de vez um fim a isso tudo.

- Sinto muito pelas flores.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sinceridade Desarmada

Como eu já disse algumas vezes, crescer estragou minha saúde e de uns tempos pra ca – ou algumas horas, não sei – venho percebendo que também está acabando com o meu coração. Na verdade eu já não o sinto por completo, sei que em alguma parte em mim ele se esconde, mas ta difícil achar o lugar. Cresci, infelizmente, e aquela garotinha de cinco anos que fazia birra quando não tinha o que queria, hoje – só hoje – com dezoito anos, descobriu que fazer birra não resolve nada quando o jogo é entre você e o mundo. Tarde demais? Dezoito anos perdidos? Talvez...
Eu realmente só queria querer, só querer, e eu não quero. Tenho meus sonhos, meus planos, mas não quero de verdade, sabe? É confuso demais pra mim.
Já tive vontade de sair por ai cantando, de pintar meu cabelo de cores inusitadas, de beijar todo mundo, de acabar com um coração, de gritar, e fiz tudo. Isso me encorajou por um tempo, me encorajou até hoje. Hoje. Um dia no qual mudou muita coisa. Parei pra pensar em tudo que tive vontade e não fiz, não por mim, mas pelos outros. E caí na real, nem tudo depende de mim e isso me assusta me assusta de um jeito desigual, de um jeito novo. Assusta-me pensar que eu não posso pegar o telefone e te ligar agora, pensar que eu não posso segurar sua mão e sair por aí feliz somente porque eu quero. Assusta-me saber que vou sempre beijar mil bocas pensando em você.
Tenho medo. Porque há dezoito anos venho tentando me convencer de que eu não preciso disso, venho tentando acreditar que a minha liberdade é primordial, tentando acreditar que eu não quero. E eu quero só que tenho medo. É complicado me pegar imaginando o que poderia acontecer me pegar pensando em nós, sou complicado demais, eu não me dou espaço, não me deixo sentir. Prefiro manter as aparências e esquecer que um dia isso pode dar certo. Acho que preciso esquecer essa conversa de que serei somente eu e Deus até o final. Acho que preciso esquecer. Esquecimento é essa a palavra certa agora. Ou seria covardia?
Só sei que as coisas mudaram por aqui, hoje sinto necessidade de algo a mais, mesmo não me permitindo eu preciso de você.
Façam suas apostas, vamos ver quem ganha a grande batalha. Meu ego ou esse coração idiota que nem bate só apanha (piadinha escrota, ok? Rs)
Cansei de trégua, agora a batalha vai até o fim. E eu ficaria feliz se ao final disso tudo eu olhasse pro lado e encontrasse você.


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Selo

Fui presenteada pela querida Julianna do blog Julie.in.wonderland, que é lindo por sinal. Thanks, Gatz, bom saber que alguém curte o blog dessa Arlequim - ou Alecrim - aqui. rs
Repassando para:
Julie.in.wonderland[não sei se pode, mas eu quero!]

sábado, 1 de novembro de 2008

Solilóquio da caladinha

Talvez eu sempre vá me lembrar dela como a garotinha do cubículo solitário,das noites de sábado.Aparentemente tinha boas amizades,inclusive uma melhor-amiga-irmã,bons programas dominicais e passeios vespertinos.Mas nas noites de sábado, aquelas em os embalos estão mais para embaços,quando a cidadezinha,daquelas com coreto na pracinha,nada havia para lhes oferecer, se reuniam ali,naquele espacinho que lhes era especial.Jogavam vídeo-game,assistiam FRIENDS,tocavam violão e cantavam alto,cantavam a vida que lhes era soprada serena e divertida.Acima de tudo,conversavam e riam (um ria mais que o habitual,o que gerava mais risos,que por sua vez,gerava mais e mais risos).Sabiam que aquele cheiro de amizade era mais forte do que muitos pintados por aí.Ela até participava um pouco da comemoração,que nada comemorava,mas tais momentos se faziam breves e tímidos.Tinha um quartinho minúsculo,com suas coisinhas e uma TV,a única companhia daquele deserto retiro.Fico imaginando o que imaginava a garotinha em seu mundinho de concreto,luzes e sons metálicos.Ali estava em casa,literalmente,os amigos do irmão eram também os seus,alguns desde a idade em que ficavam com o controle remoto na mão vendo Cine Band Privê.Acho que ela até tinha vontade de voltar a ser criança,junto daqueles barbados cantando o tema do Pokémon,cantar alguma canção do Nando Reis tocada no violão ou simplesmente rir do riso ambiente,mas,não sei se por timidez,medo,vergonha ou sabe-se lá qual outro motivo jovem-inibidor,resignava-se às suas velhas roupinhas,sobre sua cama,naquele solilóquio calado.Hoje ela veio à minha casa,no carro da sua nova-velha companhia,sentada à frente.Atrás as companhias de sempre,das memoráveis noites de sábado. Uma pontinha do laço encontrou a outra e tudo se amarrou (como num bom roteiro).A amizade ali ganhava um quê de família,e me senti feliz e tranqüilo em meio aos novos amigos-primos-irmãos,conhecidos desde sempre.Até a cidade parecia mais bonita agora,a felicidade em ver felicidade.A garotinha agora não mais via o mundo através do vidro,via o mundo naqueles olhos.Quero viver meu presente e lembrar tudo depois.Não sei como será o futuro a partir de agora,só quero que o laço aumente. E que vocês sejam mais felizes que um hippie.

Mais um texto escrito por Gabriel Groscke, ele escreve bem né, galera?
Eu falo pra ele atualizar o blog dele, mas ele não me ouve --'

Ps: Thaynah, obrigada pelo selo, fiquei imensamente feliz. :D

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ensaio

São 5 da manhã, e eu apenas acordei pra me lembrar do seu rosto, recolher o meu e apagar as evidências. Foi estranho. Estranho demais pra uma noite de segunda-feira, estranho me encontrar naqueles olhos e me perder ao som de sua música. Estranho ver como tudo realmente mudou. Eu não queria, mas a sensação ao te ver já não é mais a mesma e eu não estou me referindo ao novo corte de cabelo ou então a roupa que você usava. Você ainda é o mesmo, eu sei, mas acho que eu não. Ausência. Penso que me acostumei com a sua, penso que aquela necessidade de te ver se foi, e eu que achei que ia ser pra sempre. Não foi. Se foi. Pra sempre realmente é muito tempo e eu sempre exagero ao encaixá-la nas frases mais tolas, tornando-as ainda mais clichês. Banalidade nostálgica com um toque de sinceridade excessiva. Estranho. Ainda sinto aquele medo de antes, e por mais que tudo esteja diferente eu ainda quero. Quero, e isso é tão tosco que chega a me assustar. Quanta tolice numa garota só é tanta pieguice que me envergonha. É. O cabelo se foi, mas que culpa tenho eu se você continua sendo o dono do sorriso mais lindo do mundo?


Qualquer semelhança é mera coincidência ;)

domingo, 26 de outubro de 2008

E essa sensação que não passa.
Eu tenho certeza que eu já vi esse seu sorriso em algum lugar.
Aonde eu não sei, pode ter sido num sonho, num amigo, ou numa cor.
Vermelho.
Pode ter sido sim.
Ou então na última boca que eu beijei, talvez no olhar do último caso que tive.
Não sei realmente eu não sei.
Por vezes penso que pode ser coisa de outras vidas, vidas passadas e tudo isso que todo mundo diz;
Mas por muitas penso que é coisa da minha cabeça e nisso é mais fácil de acreditar.
O jeito, os dentes, as covinhas, tudo, um sorriso que é minha passagem pra saudade de algo que eu desconheço.
E ao ver aquele sorriso se alargando ao me ver dobrar a esquina penso que sou uma mulher de sorte, é pra mim o sorriso que me traz tal sensação.
E essa sensação que não passa.
Eu tenho certeza.
Já vi esse sorriso em algum lugar

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Quebra-cabeça

Juntei meu rosto. Tentei montar um quebra-cabeça de mim mesma, tentei colocar as peças nos devidos lugares, um trabalho aparentemente fácil. É fácil. Realmente é muito fácil quando nada está em falta, quando temos todas as peças necessárias. Eu não tinha. Eu não tenho. A mim falta a peça principal, a do meio. E por mais que eu procure em todos os lugares eu não a encontro, às vezes penso que ela foge ou então que ela nunca existiu. Há tempos não me sinto inteira, há tempos não moro dentro de mim e há tempos não vejo você. Não me vejo em você há tempos. Por me perder eu te perdi e isso me custou uma peça, a principal, a do meio. Peça que mudaria tudo, que acabaria de vez com nossas reticências nos deixando apenas um ponto, o final. Sem escolhas, sem erros ou promessas, apenas nossa única saída. O fim. Ou então o começo. Honestamente eu não gosto de começos, tudo sempre começa bem, sempre com uma aparente felicidade e quando você se da conta está recolhendo seus cacos, no chão, tentando montar um quebra-cabeça que sempre estará incompleto. Você levou minha peça principal, justamente a do meio, aquela que daria sentido a tudo, ainda mais agora que as coisas não fazem sentido algum. Não pra mim. Não sem você. Uma peça, apenas um pedacinho de um quebra-cabeça humano, apenas um pedacinho de mim, uma parte minha que você levou. A peça é minha, e eu decido as coisas por aqui. A partir de agora quem escreve essa história sou eu, apenas eu e mais ninguém.
Juntei meu rosto, junto com as migalhas de esperança quase morta. Completa. Eu estou completa. E já é possível te ter entre meus dedos, te arrancar de minha vida, assim, com um sopro.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Engano

Sabe aqueles dias em que você acorda com a sinceridade te socando a cara, gritando seu nome? Sabe?
Aqueles dias em que você acorda meio Hitler, apontando o dedo na cara de todo mundo, julgando todos, não somente os judeus como o nosso ‘amigo de bigode’ citado acima ?
Aqueles dias em que você pensa que a verdade esta do seu lado, mesmo sabendo que a verdade não tem lado algum, e se tivesse seria bipolar?
Aqueles dias sabe?
Aqueles. Tipo hoje.
Acordei assim e já vou adiantando minhas desculpas para o caso de algum mal entendido. Acordei e fui direito pro espelho, dei de cara com a minha primeira (e única) vitima. Falei tudo o que queria e também o que não queria. Falei. Vomitei todas aquelas palavras e meias palavras e palavras inteiras em cima dela sem pudor algum. Gritei verdades que ela já sabia, verdades que ela não sabia e milhares de vezes aquelas que ela não queria saber. Gritei mesmo. Sabe como é, né? Às vezes gritar ajuda no entendimento, ainda mais no dela que parece que só funciona na raiva.
Fiz papel de louca e ela só me olhava com aqueles olhos estáticos, acredita?
Eu gritei, eu briguei, fiz de tudo um carnaval, e aquela menina dos olhos grandes não parava de me olhar, me olhava sem dizer nada. Também, com aquele olhar pra que palavras?
Ela gritava por aqueles olhos “eu sou você, eu sou você” e eu ria, ria como louca.
Eu sou você? Até parece...