Eu o tive, por horas, minutos vastos e intensos, na verdade foi uma noite, mas o tive. Foi meu. Nos encontramos entre beijos e caricias, sem palavras. Palavras parecem promessas e promessas nunca são cumpridas, não sempre, não pra mim. Eram como imã nossos corpos grudados, nossas bocas e em nossos ouvidos aquele bom e velho rock'n'rol. No ritmo da música chegávamos a ficar tontos e até agora não sei se era o som ou o excesso de bebida que nos deixava assim, acho que o certo é dizer que um completava o outro. E acabou. Acabou como tudo acaba. As luzes se acenderam, os músicos se foram levando nossa trilha sonora e o sol resolveu aparecer – meio tímido –levando nossa noite. Hoje a noite é só minha e ele já não é mais meu. Mas foi. Eu o tive naqueles minutos intensos e vastos. O soltei. Afinal que graça tem prender um menino do mundo?!
Ps: Tentando matar a raiva que está me matando !
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Selo

Ganhei este selo da Danielle do blog Incontáveis Significados. :D
(todo mundo contente junto comigo, vai.\o/)
Brigadão mesmo, querida, é bom saber que as minhas 'asneiras' agradam tanto assim. Fico muito feliz e imensamente grata :)
Como tudo tem regrinhas, o selo também tem.
1º Expor o selo no blog
2º Colocar o link dos indicados
3º Presentear 10 blogs
E aí vai a listagem dos blogs:
http://transtornobipolarr.blogspot.com/
http://tiomah.blogspot.com/
http://palavraspraninguem.blogspot.com/ http://geofrontmarcio.blogspot.com/
http://devaneioslinos.blogspot.com/
http://caosdeinverno.blogspot.com
http://janalauxen.blogspot.com/
http://facquodvis.blogspot.com/
http://casadasmentiras.blogspot.com/
http://tudoalheio.blogspot.com/
Amanhã volto com as minhas asneiras. (Y)
terça-feira, 14 de outubro de 2008
de Ana, o amor.
Com olhar perdido ele vaga pelas ruas dessa cidade vazia. Sozinho. Ele tem amigos de sobra, tem histórias de sobra e lembranças pra um dia esquecer. Ele tem pessoas, já teve amores, mas Ela ele não tem. Ele segue no ritmo descompassado das músicas do Skank e das batidas de seu coração, uma mescla de esperança e saudade de algo que nunca aconteceu. Tem o dom de congelar momentos e o faz com grande destreza, mas só de olhar praquele rosto cinza percebemos que ele trocaria qualquer dom pelo esquecimento, assim, no susto, sem pestanejar. E nas noites de tempestade, deitado em sua cama, ele, que não acredita em Deus tenta uma oração pedindo pra esse amor vingar. Ele pede. Ele tenta. E na loucura começa a chamar por Ana.
Ana. A menina de seus sonhos, seu amor, talvez o único em toda sua vida. Ele corre contra o tempo, luta contra si mesmo e se pudesse arrancaria tudo de seu coração. Não. Ele não pode. É claro que não pode.
Ana realmente não é dele, e talvez nunca seja, mas ele conhece seu destino, sabe o que o espera e receio que até goste de seu fim.
E Ana?
Ah, ela apenas ri.
É, ri ao dizer a todos: Estou nele, mas ele não está em mim.
Ana. A menina de seus sonhos, seu amor, talvez o único em toda sua vida. Ele corre contra o tempo, luta contra si mesmo e se pudesse arrancaria tudo de seu coração. Não. Ele não pode. É claro que não pode.
Ana realmente não é dele, e talvez nunca seja, mas ele conhece seu destino, sabe o que o espera e receio que até goste de seu fim.
E Ana?
Ah, ela apenas ri.
É, ri ao dizer a todos: Estou nele, mas ele não está em mim.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.
Certamente houve muitas rondas a fazer naquele ano, da Polônia à Rússia à África, ida e volta. Talvez você argumente que eu faço a ronda em qualquer ano, mas às vezes a raça humana gosta de acelerar as coisas. Aumenta a produção de corpos e das almas que escapam. Umas tantas bombas costumam resolver a questão. Ou umas câmaras de gás, ou a conversinha de canhões distantes. Quando nada disso conclui os procedimentos, pelo menos despoja as pessoas de seus meios de subsistência, e posso ver gente sem teto por toda parte. É comum eles virem atrás de mim quando vago pelas ruas das cidades violentadas. Imploram que eu os leve, sem perceber que já estou atarefada demais. "A sua hora chegará", eu os convenço, e procuro não olhar pra trás. Vez por outra, gostaria de dizer algo como "Não vê que já estou com as mãos cheias?", mas nunca o faço. Reclamo internamente enquanto vou fazendo meu trabalho, e há anos em que as almas e os corpos não se somam, multiplicam-se.
(A menina que roubava livros, de Maskus Zusak)
Meu cabelo → Roxo/Azul
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Assim seja
E no ápice do desespero saiu gritando seu nome por todas as ruas. Falou o que queria e o que não devia, falou o que estava travado em sua garganta há tempos, desde aquele dia, maldito dia em que eles deixaram de ser um casal. Tropeçava nas próprias palavras e às vezes até tentava voltar atrás, mas não, ela sabia que já havia ultrapassado seu limite e que voltar não era a solução. Não mais. Não agora.
Os pensamentos brigavam em sua mente e ela já não sabia o que estava fazendo. Porque foi beber tanto? Ela se perguntava mesmo sabendo que a bebida não era desculpa. Nada era desculpa. Nada. E foi ao nada que ela voltou. Depois de gritar aos sete ventos que aquele amor não prestava que ele nunca existiu e que sentimento maior é o ódio que ela trás consigo.
Gritou. Gritou até perder a voz por completo, e ao amanhecer ela voltou praquele mesmo apartamento barato, cheirando uma mistura de naftalina e ausência. Deitou em sua cama e sonhou com o dia mais feliz de sua vida, o dia em que Pedro entraria por aquela porta.
Obs: Pintei meu cabelo de roxo. (só pra constar.. rs)
Os pensamentos brigavam em sua mente e ela já não sabia o que estava fazendo. Porque foi beber tanto? Ela se perguntava mesmo sabendo que a bebida não era desculpa. Nada era desculpa. Nada. E foi ao nada que ela voltou. Depois de gritar aos sete ventos que aquele amor não prestava que ele nunca existiu e que sentimento maior é o ódio que ela trás consigo.
Gritou. Gritou até perder a voz por completo, e ao amanhecer ela voltou praquele mesmo apartamento barato, cheirando uma mistura de naftalina e ausência. Deitou em sua cama e sonhou com o dia mais feliz de sua vida, o dia em que Pedro entraria por aquela porta.
Obs: Pintei meu cabelo de roxo. (só pra constar.. rs)
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Topa?
Eu não vou te amar sempre. Não vou te fazer sorrir todos os dias, nem te ligar toda hora, e também posso esquecer as datas importantes. Não vou fazer promessas e nem dizer mentiras só pra te agradar. Não vou fantasiar que você será meu único grande amor, afinal já tive outros e você sabe disso. Não quero que prove seu sentimento me dando um anel e nem que diga aquele tal de pra sempre. O pra sempre não existe, e da minha boca isso não sairá. Não vou pedir o que você não pode me dar e nem vou dar nada além do que posso. Não vou te encher de juras e nem prometo trazer flores.
E aí, quer ser meu garoto?
Não, não vai ser eterno, mas vai ser real.
E aí, quer ser meu garoto?
Não, não vai ser eterno, mas vai ser real.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Miojo com paçoca
Quase desmaiando de sono,mas ver sua foto me fez escrever. Não sei se você merece um texto...acho que não,saudade nem é a palavra certa. Só quero que saiba que isso não é uma carta de amor,muito menos de rancor.
(Pausa para ir ao banheiro...)
Quase vi em você uma amizade,um refúgio. No meio de tudo você,me salva da selva. Bem,na verdade ainda deve ser minha amiga,nunca te quis longe,mas agora tanto faz. Tudo já se foi,amizade, carinho e amor.Não há mais por que lutar,minhas mãos estão cansadas. Não escreverei aqui um manifesto emo,cheio de mágoas imbecis,tá tudo certo,tudo tranqüilo.
Quem chama ao telefone?Por que não bate na porta?Que chama arde teu nome?Será que alguém se importa? Não,não importa mais. Saibam vocês,queridos leitores,que,ou muito me engano,ou esse sono maldito me fez copiar alguns versos que perfeitamente se encaixam em minha vida.Mas tudo bem... Sei que às vezes uso palavras repetidas,mas quais são as palavras que nunca são ditas?
Quem aí gosta de miojo com paçoca?
Escrito por Gabriel Groscke
(Pausa para ir ao banheiro...)
Quase vi em você uma amizade,um refúgio. No meio de tudo você,me salva da selva. Bem,na verdade ainda deve ser minha amiga,nunca te quis longe,mas agora tanto faz. Tudo já se foi,amizade, carinho e amor.Não há mais por que lutar,minhas mãos estão cansadas. Não escreverei aqui um manifesto emo,cheio de mágoas imbecis,tá tudo certo,tudo tranqüilo.
Quem chama ao telefone?Por que não bate na porta?Que chama arde teu nome?Será que alguém se importa? Não,não importa mais. Saibam vocês,queridos leitores,que,ou muito me engano,ou esse sono maldito me fez copiar alguns versos que perfeitamente se encaixam em minha vida.Mas tudo bem... Sei que às vezes uso palavras repetidas,mas quais são as palavras que nunca são ditas?
Quem aí gosta de miojo com paçoca?
Escrito por Gabriel Groscke
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Gabriel
Não precisa chorar não, ela nunca foi sua. Eu sei, você sabe. Ela nunca te pertenceu, só você acreditou nesse conto de fadas, só você se doou, se entregou. Só você. Não, não precisar chorar, lagrimas não mudam nada, não curam nada, não vão trazer ela de volta. Não. Não grita. Ficar sem voz não vai calar seus pensamentos que ecoam pela casa vazia procurando uma resposta. Não se desespere. Nada fere tanto e distorcer as coisas não vai amenizar a dor.
É, bem vindo à vida, meu bem. Bem vindo a esses caminhos de idas e voltas, de idas sem voltas e de partidas constantes. Inconstante. É tudo inconstante. Relativo. Eu, você e todos esses encontros casuais, até esse tal de pra sempre. Tudo passa.
É, bem vindo à vida, meu bem. Bem vindo a esses caminhos de idas e voltas, de idas sem voltas e de partidas constantes. Inconstante. É tudo inconstante. Relativo. Eu, você e todos esses encontros casuais, até esse tal de pra sempre. Tudo passa.
domingo, 5 de outubro de 2008
Insônia
Já está quase amanhecendo e aqui estou eu tentando apagar as lembranças.
Ontem. Ontem eu quase me esqueci de tudo, quase te tirei de mim. Quase, é sempre quase. Eu preciso de mais alguns minutos, apenas alguns, pra tirar da cabeça o que não sai do coração.
A mente. A mente mente, a vida mente, sempre me enganam e eu quase morro nessa linha tênue que separa o pra sempre do nunca mais.
Quase cinco da manhã, eu ainda sinto esse quase amor. Luto contra meus olhos que se fecham sem o meu comando. Alguns minutos, apenas minutos, é tudo o que eu quero. Tudo o que preciso pra transformar em certeza esse talvez. Não consigo.
A noite quer me roubar o dia, a escuridão da madrugada já inundou meu quanto e nos ensinaram a dormir quando escurece.
Ontem. Ontem eu quase me esqueci de tudo, quase te tirei de mim. Quase, é sempre quase. Eu preciso de mais alguns minutos, apenas alguns, pra tirar da cabeça o que não sai do coração.
A mente. A mente mente, a vida mente, sempre me enganam e eu quase morro nessa linha tênue que separa o pra sempre do nunca mais.
Quase cinco da manhã, eu ainda sinto esse quase amor. Luto contra meus olhos que se fecham sem o meu comando. Alguns minutos, apenas minutos, é tudo o que eu quero. Tudo o que preciso pra transformar em certeza esse talvez. Não consigo.
A noite quer me roubar o dia, a escuridão da madrugada já inundou meu quanto e nos ensinaram a dormir quando escurece.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
- Tchau!
É estranho como sempre te encontro em outros olhares, outros corpos, outros sabores. É estranho esse encontro e ainda mais estranho quando este não há. Sempre te vejo em outras pessoas. Sempre. E sempre essa imagem me rouba a vida, me rouba aos poucos, e ao fim do dia penso que se não fosse você teria sobrado muito mais de mim. Fugir? Eu já tentei, mas os caminhos sempre têm o mesmo destino e por mais que eu me recuse sempre chego até você. Não! Eu aprendi a dizer não. Mas quem vai dizer tchau?
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Liberdade
Lavo minhas mãos, lavo meu corpo, tentando me desfazer destes vínculos, destes indícios que me incriminam até a alma. Olho-me no espelho com orgulho, sinto a satisfação pulsar em mim. Eu o matei. Deixo aqui a prova escrita de que eu, hoje, cometi um crime, o primeiro dentre muitos que ainda virão. A principio me deu náuseas, me feriu e senti uma dor parecida ou igual a de minha vitima. Um momento depois as mesmas náuseas deram espaço ao prazer e pude ver de relance um sorriso surgindo em meus lábios. Eu realmente o matei. E não pude conter a alegria de vê-lo morto. Gargalhei. Ri como nunca, um riso de desespero, de alguém que não sabia o que tinha acabado de fazer. Mas eu sabia. Fui pratica. Tive que matar e matei. Lavei minhas mãos tirando aos poucos os vestígios daquilo que acabara de matar, me desfiz das lembranças e de um passado que nem era meu. É, eu o matei. Ainda não sei ao certo se foi homicídio ou suicídio, mas matei assim mesmo, sem certezas, promessas ou crença. Apenas fiz o meu trabalho, dei fim àquilo que queria o meu fim, me defendi da maneira que encontrei pra me defender. E é bom saber que aquilo que outrora era meu hoje já não faz moradia em mim. Estou livre.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Anotação²:
Ontem encontrei com a solidão, num desses bares da vida, conversamos e ela me contou sobre suas idas e vindas dentro de mim. Bobinha. Até parece que eu não sentia sua presença, sei lá, a sensação era única, só a solidão solitária como ela só pra entender. Depois de algumas doses ela me contou suas lamurias e disse que em breve voltará pra me fazer companhia.
E não é que ela veio mesmo?! Pois é, veio, e dessa vez acho que veio pra ficar.
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