sexta-feira, 3 de outubro de 2008
- Tchau!
É estranho como sempre te encontro em outros olhares, outros corpos, outros sabores. É estranho esse encontro e ainda mais estranho quando este não há. Sempre te vejo em outras pessoas. Sempre. E sempre essa imagem me rouba a vida, me rouba aos poucos, e ao fim do dia penso que se não fosse você teria sobrado muito mais de mim. Fugir? Eu já tentei, mas os caminhos sempre têm o mesmo destino e por mais que eu me recuse sempre chego até você. Não! Eu aprendi a dizer não. Mas quem vai dizer tchau?
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Liberdade
Lavo minhas mãos, lavo meu corpo, tentando me desfazer destes vínculos, destes indícios que me incriminam até a alma. Olho-me no espelho com orgulho, sinto a satisfação pulsar em mim. Eu o matei. Deixo aqui a prova escrita de que eu, hoje, cometi um crime, o primeiro dentre muitos que ainda virão. A principio me deu náuseas, me feriu e senti uma dor parecida ou igual a de minha vitima. Um momento depois as mesmas náuseas deram espaço ao prazer e pude ver de relance um sorriso surgindo em meus lábios. Eu realmente o matei. E não pude conter a alegria de vê-lo morto. Gargalhei. Ri como nunca, um riso de desespero, de alguém que não sabia o que tinha acabado de fazer. Mas eu sabia. Fui pratica. Tive que matar e matei. Lavei minhas mãos tirando aos poucos os vestígios daquilo que acabara de matar, me desfiz das lembranças e de um passado que nem era meu. É, eu o matei. Ainda não sei ao certo se foi homicídio ou suicídio, mas matei assim mesmo, sem certezas, promessas ou crença. Apenas fiz o meu trabalho, dei fim àquilo que queria o meu fim, me defendi da maneira que encontrei pra me defender. E é bom saber que aquilo que outrora era meu hoje já não faz moradia em mim. Estou livre.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Anotação²:
Ontem encontrei com a solidão, num desses bares da vida, conversamos e ela me contou sobre suas idas e vindas dentro de mim. Bobinha. Até parece que eu não sentia sua presença, sei lá, a sensação era única, só a solidão solitária como ela só pra entender. Depois de algumas doses ela me contou suas lamurias e disse que em breve voltará pra me fazer companhia.
E não é que ela veio mesmo?! Pois é, veio, e dessa vez acho que veio pra ficar.
domingo, 28 de setembro de 2008
Ela
E aqui estou eu mais uma vez, tentando escrever algo bom e bonito o suficiente pra ser intitulado com seu nome. É frustrante, eu não consigo. Não consigo colocar pra fora o que há muito está preso na minha garganta e queimando meu coração. Não consigo traduzir um sentimento que nem chega a ser sentimento, estranho, não? Também acho. Mas não consigo, simples assim. Foi bonito, bonito mesmo quando te vi, mas a sensação se foi junto com os dias que vinham, percebi que pra eu sentir era necessário ver e não era isso que eu queria, não é isso que eu quero. Não hoje, amanhã pode ser, talvez, quem sabe?! A saudade me corrói me rouba os dias e acalma os ponteiros do relógio, vai me matando aos poucos, vai tirando de mim as lembranças que outrora foi vida e hoje são apenas fragmentos de um passado quase morto. Me sinto arredia, me sinto distante e ausente de mim mesma e eu não sei o que me faz sentir assim.
Será você a culpada disso tudo?
Será que você é a causadora dessa terrível incisão na minha alma? Eu não sei!
Eu não sei, você não sabe. Mas dói, e dói de um jeito desigual.
É desleal tal sentimento brotar em meu coração sem ao menos tocar o seu, é um querer desleal, desleal e tão covarde. A covardia daquele olhar que me devorou aos poucos..
Ah, aquele olhar...
Deixei-me ser devorada, eu sei. No começo foi bom, mas todos sabem que a tristeza sempre vem mascarada de felicidade, no meu caso a solidão se mascarou, e agora eu estou aqui, só. Sozinha e na tentativa de dar seu nome a um texto meu, tentativa mais uma vez frustrada, é sempre frustrante, sempre.
Não consigo falar de você, só do que me fez sentir, e não consigo te esquecer porque a sensação se alojou em mim. Não se pode esquecer algo que se tornou inesquecível. É assim que a vejo: i n e s q u e c i v e l.
Acho que ainda te quero, acho que ainda quero te querer, só acho, mas a verdade eu não quero saber, não me importa a minha própria opinião, só você me importa. Sempre você. A única que importa.
Desculpa se houve falta de nexo, desculpe-me se não fui tão clara, o fato é que com aquelas mãos tremulas apanhou meu coração e levou pra si, deve estar ao lado de seu violão neste momento, mas sei que nenhuma de suas canções foram feitas pra mim.
Eu sei, e isso não muda nada.
A canção não precisa ser minha, a única que tem que ser minha jamais será, nunca irá ler isso e nem devolverá meu coração. Mas quem liga? Eu não ligo.
O importante é o que importa: Você!
Será você a culpada disso tudo?
Será que você é a causadora dessa terrível incisão na minha alma? Eu não sei!
Eu não sei, você não sabe. Mas dói, e dói de um jeito desigual.
É desleal tal sentimento brotar em meu coração sem ao menos tocar o seu, é um querer desleal, desleal e tão covarde. A covardia daquele olhar que me devorou aos poucos..
Ah, aquele olhar...
Deixei-me ser devorada, eu sei. No começo foi bom, mas todos sabem que a tristeza sempre vem mascarada de felicidade, no meu caso a solidão se mascarou, e agora eu estou aqui, só. Sozinha e na tentativa de dar seu nome a um texto meu, tentativa mais uma vez frustrada, é sempre frustrante, sempre.
Não consigo falar de você, só do que me fez sentir, e não consigo te esquecer porque a sensação se alojou em mim. Não se pode esquecer algo que se tornou inesquecível. É assim que a vejo: i n e s q u e c i v e l.
Acho que ainda te quero, acho que ainda quero te querer, só acho, mas a verdade eu não quero saber, não me importa a minha própria opinião, só você me importa. Sempre você. A única que importa.
Desculpa se houve falta de nexo, desculpe-me se não fui tão clara, o fato é que com aquelas mãos tremulas apanhou meu coração e levou pra si, deve estar ao lado de seu violão neste momento, mas sei que nenhuma de suas canções foram feitas pra mim.
Eu sei, e isso não muda nada.
A canção não precisa ser minha, a única que tem que ser minha jamais será, nunca irá ler isso e nem devolverá meu coração. Mas quem liga? Eu não ligo.
O importante é o que importa: Você!
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Carnaval
Mascaras caem como chuva, caem sempre, sempre caem e é sempre sem propósito ou com propósito demais. Aquele sorriso que parecia o mais feliz dentre muitos deu espaço a uma lágrima, cristalizada, amarga, guardada pra uma ocasião nem tão especial assim. E do mesmo sorriso fez-se noite, fez-se chuva, fez-se mar. O mesmo sorriso que há muito não é sincero, deixa cair sua mascara e exala o ultimo suspiro de uma vida de mentiras.
domingo, 21 de setembro de 2008
Fingindo ser o que eu já sou
Olhei pro lado e não tinha ninguém, olhei pra frente e como aquele cara disse só havia uma
pedra no meio do caminho, realmente, no meio do caminho havia uma pedra. Resolvi então olhar pra dentro, mas me perdi em meio a tanto vazio. Dói. Uma dor nem tão doída assim, mas dói saber que não se tem muito (ou nada) pra oferecer. Eu sinto essa dor porque eu não tenho, não ofereço nada, meus sentimentos nem me fazem sentir direito, como vou oferecê-los a alguém? Claro que eu tenho um coração, disso eu não tenho duvidas, mas acho que nunca li o manual de instruções. Se tem algo que eu não sei fazer é cuidar do meu coração, não sei, pelo simples fato de não saber, entende? E mesmo assim você me entrega o seu, de bandeja, e pede pra que eu cuide direito daquilo que é mais meu do que seu. Você é louco? Eu não sei cuidar disso! EU NÃO SEI. Pra mim não passa de um aparelhinho que nos mete nas mais inusitadas situações, e eu to fugindo dessas ultimamente.
Sinto muito, mas eu não sirvo pra você, eu acho que eu não sirvo nem pra mim.
Não quero te machucar cuidando de algo que eu nem sei pra que serve.
Desculpa, mas acho que vai ser Eu e Eu até o final
sábado, 20 de setembro de 2008
Ainda Bem
Vanessa Da Mata
Composição: Liminha/Vanessa da Mata
Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá... sei lá...
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto
De amar, de amar
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte
Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá... sei lá...
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte
Neste mundo de tantos anos
Entre tantos outros
Que sorte a nossa heim?
Entre tantas paixões
Esse encontro nós dois
Esse amor
Entre tantos outros
Entre tantos anos
Que sorte a nossa heim?
Entre tantas paixões
Esse encontro nós dois esse amor
Entre tantas paixões
Esse encontro nós dois esse amor.
Aii aii aii ♥[HIAUHAIAUHAIUH]
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Anotação:
Essa vida não presta e como se não bastasse muitos filhosdaputa aparecem pra estragar o que por um momento pensávamos ser bom.
- A ilusão acaba à 00:00, Cinderela.
- Merda! --'
- A ilusão acaba à 00:00, Cinderela.
- Merda! --'
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
mais um sem titulo
Meu mundo já não basta, quero mundos alheios, cores vivas, pessoas, amores.
Quero sentir o áspero da língua, o quente dos lábios, a sensação de pra sempre. Quero correr contra as certezas, calar as aparências e fugir das mentiras. Quero fumar um cigarro, sentir a vodka ardendo a garganta, sentir a liberdade nos olhos sem fazer mal a ninguém.
Eu só quero ser livre, apenas livre, mas eles não entendem, nunca vão entender, jamais.
Quero sentir o áspero da língua, o quente dos lábios, a sensação de pra sempre. Quero correr contra as certezas, calar as aparências e fugir das mentiras. Quero fumar um cigarro, sentir a vodka ardendo a garganta, sentir a liberdade nos olhos sem fazer mal a ninguém.
Eu só quero ser livre, apenas livre, mas eles não entendem, nunca vão entender, jamais.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Perfil
E tudo pode acontecer a partir do primeiro gole.
Eu não sei, mas o bom de tudo é que passa!
Sinceramente, até sei, mas não quero acreditar.
Quando você menos espera é quando te dão uma facada no peito. O que você faz? Chora?
Larga a mão de ser trouxa, seja que nem ela, apenas finja que nada fez que nada a prejudicou que nada aconteceu.
Cansa!
Pela milésima vez, cá estou, cansada de tudo e, de todos, parece que quando você mais precisa tão pouco se fodendo pra você.
Eu não tenho o dom da escrita, muito menos o dom de porra alguma, é por isso que ta saindo essa merda aqui.
Você se importa?
Seja honesto, diga-me a verdade se não consegue parar de jogar.
Marinão que escreveu. ;D~
Eu não sei, mas o bom de tudo é que passa!
Sinceramente, até sei, mas não quero acreditar.
Quando você menos espera é quando te dão uma facada no peito. O que você faz? Chora?
Larga a mão de ser trouxa, seja que nem ela, apenas finja que nada fez que nada a prejudicou que nada aconteceu.
Cansa!
Pela milésima vez, cá estou, cansada de tudo e, de todos, parece que quando você mais precisa tão pouco se fodendo pra você.
Eu não tenho o dom da escrita, muito menos o dom de porra alguma, é por isso que ta saindo essa merda aqui.
Você se importa?
Seja honesto, diga-me a verdade se não consegue parar de jogar.
Marinão que escreveu. ;D~
domingo, 14 de setembro de 2008
Fake!
Meu coração ta batendo ao som do teu nome. Meu pobre coração parece que dessa vez ta batendo por você.
Você.
O dono do olhar que me encanta e do sorriso mais lindo do mundo. O dono dos gestos mais raros e das palavras mais puras.
O dono. O meu.
E ao te ver de costas, partindo, indo embora, me lembro de quando chegou e o gosto de sua boca vem à minha, misturado com aquela sensação de saudade e vontade de te ter aqui.
Gostar dói.
Você.
O dono do olhar que me encanta e do sorriso mais lindo do mundo. O dono dos gestos mais raros e das palavras mais puras.
O dono. O meu.
E ao te ver de costas, partindo, indo embora, me lembro de quando chegou e o gosto de sua boca vem à minha, misturado com aquela sensação de saudade e vontade de te ter aqui.
Gostar dói.
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