quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Sol com sétima
Foi um prazer. Apesar de tanta confusão, rolos e desencontros, o seu beijo é bom. O seu cheiro é bom, seu cabelo, sua pele. Seu coração eu não sei, mas deve ser, sei lá, não importa mais. Seu papo é bom, suas brincadeiras nem tanto. Seu toque é bom, é seu toque é bem bom. Já falei sobre seu beijo?
Pois é, realmente foi um prazer.
sábado, 6 de setembro de 2008
Delírio
Querido, atualmente tenho vivido de mentiras. Me alimento delas. Eu as escrevo e quando vejo já as devorei. Tenho me tornado patética e por sorte os dias tem sido calmos. Calmos. Não esqueça e nem confunda, calmaria não significa bem estar. Eu não estava brincando quando sorrindo disse que as pessoas me assustavam, pois é, elas realmente me assustam; e eu ainda não pude entender como uma pessoa pode dizer convicta que ama outra. Ela tem defeitos, sabia? Ela mente, ela é covarde, ela é egoísta, mesquinha, medíocre. Amar é fechar os olhos pro outro? Isso é cegueira, meu bem. (fato!)
Hoje eu acordei querendo esquecer do mundo, esquecer que tenho pais e que tenho hora pra voltar, esquecer também que tenho coração e que sou movida por sentimentos. Só queria esquecer. Por um segundo apenas, sem mais.
Me apanho pelos cantos, implorando pra que isso seja uma utopia, ou talvez um pesadelo, que ao despertar provocasse gargalhadas, mesmo que desesperadas, impróprias e tristes. Agora só me resta fechar o nariz com as mãos, abrir bem a boca e terminar de digerir tudo. Digerir essa mistura de vontade e amor que me confunde e ilude. Acho que vou aproveitar o embalo das mudanças e vou te ligar, pra dizer o quando lhe amo, pra pedir que com um olhar me devore e que seja misterioso o suficiente pra me fazer acreditar.
Peço que faça. Por favor faça, mas faça ao vivo. Meu negocio é olho-no-olho e disso eu não abro mão.
Tudo acontece num segundo, num brevíssimo tempo que às vezes por ser tão breve muda nossas vidas pra sempre.
To indo te ligar, antes que o dia acabe, antes que a noite caia quero ouvir sua voz. Quero você, paixão, vermelho, explosão. Quero hoje, só hoje. Uma noite e nada mais.
A gente troca caricias, deixa o nosso instinto falar mais alto, esquece o resto do mundo e seremos felizes por (algumas) horas.
Depois a gente se despede, eu volto pra casa, você volta pra sua vida maravilhosa(mente podre), te ligo no dia seguinte e enfim digo adeus.
Ai eu sumo, pra sempre.
Que tal?
Hoje eu acordei querendo esquecer do mundo, esquecer que tenho pais e que tenho hora pra voltar, esquecer também que tenho coração e que sou movida por sentimentos. Só queria esquecer. Por um segundo apenas, sem mais.
Me apanho pelos cantos, implorando pra que isso seja uma utopia, ou talvez um pesadelo, que ao despertar provocasse gargalhadas, mesmo que desesperadas, impróprias e tristes. Agora só me resta fechar o nariz com as mãos, abrir bem a boca e terminar de digerir tudo. Digerir essa mistura de vontade e amor que me confunde e ilude. Acho que vou aproveitar o embalo das mudanças e vou te ligar, pra dizer o quando lhe amo, pra pedir que com um olhar me devore e que seja misterioso o suficiente pra me fazer acreditar.
Peço que faça. Por favor faça, mas faça ao vivo. Meu negocio é olho-no-olho e disso eu não abro mão.
Tudo acontece num segundo, num brevíssimo tempo que às vezes por ser tão breve muda nossas vidas pra sempre.
To indo te ligar, antes que o dia acabe, antes que a noite caia quero ouvir sua voz. Quero você, paixão, vermelho, explosão. Quero hoje, só hoje. Uma noite e nada mais.
A gente troca caricias, deixa o nosso instinto falar mais alto, esquece o resto do mundo e seremos felizes por (algumas) horas.
Depois a gente se despede, eu volto pra casa, você volta pra sua vida maravilhosa(mente podre), te ligo no dia seguinte e enfim digo adeus.
Ai eu sumo, pra sempre.
Que tal?
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Quinta-feira
E então ele me olhou, sorriu e lagrimas de saudade brotaram de seus olhos. Ali. Bem no meio do concreto e de vidas que vem e vão sem rumo algum, sorriu. E eu pude ver dentro de sua alma, como se aquele sorriso fosse um convite pra eu adentrar seu ser. Senti o coração pulsar mais forte, ouvia claramente as batidas descompassadas dizerem mil frases sem sentido e com muita cor. Ouvi demais e me lembro como se fosse ontem de tudo o que você disse ou quis dizer. Lembro do seu toque e de cada movimento seu. Lembro até das borboletas que surgiram no estomago. Mas não esqueço mesmo é daquele sorriso.
E agora é a vez da saudade que arde sem me aquecer. Guardo comigo aqueles olhos de caleidoscópio e a amargura de não me recordar de seu rosto. Guardo a suavidade e aquele cheiro inebriante que te envolvia, guardo as palavras recortadas da lembrança e os beijos que eram só seus. Esta tudo guardado nesse vazio que já tomou conta de tudo. Agora só há espaço para nostalgia e para as cartas que eu nunca mandei.
E agora é a vez da saudade que arde sem me aquecer. Guardo comigo aqueles olhos de caleidoscópio e a amargura de não me recordar de seu rosto. Guardo a suavidade e aquele cheiro inebriante que te envolvia, guardo as palavras recortadas da lembrança e os beijos que eram só seus. Esta tudo guardado nesse vazio que já tomou conta de tudo. Agora só há espaço para nostalgia e para as cartas que eu nunca mandei.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Essa sinceridade às vezes me enoja
Sinto-me ausente à minha própria vida, me sinto vazia, nua e sufocada.
Estou em casa, roendo o esmalte vermelho que ainda resta nas unhas, procuro, vasculho meu coração, a procura de respostas.
Respostas que não mudam nada, nunca mudaram nada e não tenho a pretensão de que isso aconteça.
Se estivesse no meu lugar, o que faria?
Eu, no meu lugar, apenas não faria.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Raquel
Vem doce
Vem bela
Morena dos olhos de vidro
Me diga seu nome e serei sua canção
- Raquel
Vem serena como a noite
Faz silencio e faz alarde
Sorri como quem não quer nada, é quase uma estrela no céu
Poeta no sangue e no nome
É lindo o seu nome, Raquel
E em mim já te tornares pedra, ta gravada num pensamento meu
Ta guardada como uma preciosidade e tens minha devoção
E eu tenho o seu coração que me faz compreender:
Não se explica Raquel e seria um erro entender.
Vem bela
Morena dos olhos de vidro
Me diga seu nome e serei sua canção
- Raquel
Vem serena como a noite
Faz silencio e faz alarde
Sorri como quem não quer nada, é quase uma estrela no céu
Poeta no sangue e no nome
É lindo o seu nome, Raquel
E em mim já te tornares pedra, ta gravada num pensamento meu
Ta guardada como uma preciosidade e tens minha devoção
E eu tenho o seu coração que me faz compreender:
Não se explica Raquel e seria um erro entender.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Kurt Cobain
A primeira vez que ele viu o céu foi exatamente às seis horas e cinquenta e sete minutos depois do momento mesmo em que uma geração inteira se apaixonou por ele.
Foi, sem duvida alguma, sua primeira morte, e apenas a primeira de muitas pequenas mortes que se seguiriam. Para a geração enamorada por ele, era uma devoção apaixonada, poderosa e obrigatória - o tipo de amor que logo de inicio você sabe que está predestinado a partir seu coração e terminar como uma tragédia grega.
Mais Pesado Que O Céu - Uma Biografria de Kurt Cobain
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
reticências
Só você não vê
que eu jogo contra mim
a seu favor.
Só você não vê
que mais uma vez abdico
de mim.
E é só você.
Só você.
Isso tudo só tem verdade
se tiver você aqui,
e carrego seu coração comigo.
Carrego seu coração
no meu coração.
Quantas toneladas de sinceridade eu despejava em seus sonhos.
Você nunca soube o que eu dizia enquanto dormia
e você a me cobrar mentiras e frases feitas.
Trago em mim a ânsia e a vontade
de esquecer aquilo que se tornou inesquecível,
inesquecível e triste.
Trago em mim o gosto amargo do seu corpo,
o mesmo que um dia foi mais meu do que seu.
É incrível como você fez minha cabeça
e despedaçou meu coração, é incrível.
Incrível e tão cruel.
Só você não vê
que mais uma vez abdico de mim.
E é só você.
Só você.
Mais uma vez jogo contra mim
a seu favor.
Sempre.
Sempre assim.
Sempre nos destruímos.
Dessa vez eu via claramente,
havia algo gravemente quebrado.
Era eu.
que eu jogo contra mim
a seu favor.
Só você não vê
que mais uma vez abdico
de mim.
E é só você.
Só você.
Isso tudo só tem verdade
se tiver você aqui,
e carrego seu coração comigo.
Carrego seu coração
no meu coração.
Quantas toneladas de sinceridade eu despejava em seus sonhos.
Você nunca soube o que eu dizia enquanto dormia
e você a me cobrar mentiras e frases feitas.
Trago em mim a ânsia e a vontade
de esquecer aquilo que se tornou inesquecível,
inesquecível e triste.
Trago em mim o gosto amargo do seu corpo,
o mesmo que um dia foi mais meu do que seu.
É incrível como você fez minha cabeça
e despedaçou meu coração, é incrível.
Incrível e tão cruel.
Só você não vê
que mais uma vez abdico de mim.
E é só você.
Só você.
Mais uma vez jogo contra mim
a seu favor.
Sempre.
Sempre assim.
Sempre nos destruímos.
Dessa vez eu via claramente,
havia algo gravemente quebrado.
Era eu.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Cores.
Dois olhos verdes preocupantes e indecisos vêm tirando meu sono há semanas, “Dois olhos verdes da cor da fumaça”, Cazuza me entenderia.
É, também mereço ganhar pra ser carente profissional.
É, também mereço ganhar pra ser carente profissional.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Um sábio que nada sabe
Com você o pensamento vai, com aqueles olhos de vidro que me tiram o sono, olhos tão seguros e ao mesmo tempo tão aflitos, olhos que me mostram toda segurança e insegurança do mundo.
São seus olhos que controlam cada movimento meu, que controlam – sem saber – uma vida.
Dois olhos da cor da tempestade que trago comigo, olhos, apenas olhos que podem e tentam me mostrar um novo caminho. Os olhos são verdes, mas os vejo no tom que melhor me cabe, a cor não diz nada, mas eu sei, é algo entre o inferno e o céu.
São seus olhos que controlam cada movimento meu, que controlam – sem saber – uma vida.
Dois olhos da cor da tempestade que trago comigo, olhos, apenas olhos que podem e tentam me mostrar um novo caminho. Os olhos são verdes, mas os vejo no tom que melhor me cabe, a cor não diz nada, mas eu sei, é algo entre o inferno e o céu.
sábado, 2 de agosto de 2008
La Nuova Gioventú
(Renato Russo)
Tudo que sei
É que você quis partir
Eu quis partir você
Tirar você de mim
Demorei para esquecer
Demorei para encontrar
Um lugar onde você não me machucasse mais
E guardei um pouco
Porque o tempo é mercúrio-cromo
E tempo é tudo que somos
Talvez tivéssemos, teríamos tido, tivéramos filhos
Estava lhe ensinando a ler
On the Road
E coisas desiguais
Com você por perto
Eu gostava mais de mim.
Veja bem, eu já não sei se estou bem só por dizer
Só por dizer é que finjo que sei
Não me olhe assim
Eu sou parte de você
Você não é parte de mim.
Do meu passado você faz pouco caso
Mas, só para você saber,
Me diverti um bocado
E com você por perto
Eu gostava mais de mim
Tudo que sei
É que você quis partir
Eu quis partir você
Tirar você de mim
Demorei para esquecer
Demorei para encontrar
Um lugar onde você não me machucasse mais
E guardei um pouco
Porque o tempo é mercúrio-cromo
E tempo é tudo que somos
Talvez tivéssemos, teríamos tido, tivéramos filhos
Estava lhe ensinando a ler
On the Road
E coisas desiguais
Com você por perto
Eu gostava mais de mim.
Veja bem, eu já não sei se estou bem só por dizer
Só por dizer é que finjo que sei
Não me olhe assim
Eu sou parte de você
Você não é parte de mim.
Do meu passado você faz pouco caso
Mas, só para você saber,
Me diverti um bocado
E com você por perto
Eu gostava mais de mim
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Clarice
A felicidade da menina foi-se embora junto com seu cabelo, com o suposto namorado e com o que ela achava ter de mais importante na vida.
Foi, assim, do nada, apenas saiu pela mesma porta que entrou, se é que a felicidade entra pela porta, né? Uma vez me disseram que ela entra pela janela, sei lá, mas isso não vem ao caso, não agora.
Aqui o que nos interessa é a garota de olhar distante, procurando alguma coisa que nem ela sabe que perdeu; passos largos, pele branca, óculos escuros e cabelo curto, tão curto quanto a esperança que traz consigo.
Menina dos olhos de vidro, boneca talvez, mas os olhos de vidro são indispensáveis.
É difícil descrever alguma coisa que cativa, eu não sei, mas acho que aquela tristeza de algum modo – do seu – era bonita.
E é estranho como parecia minha aquela solidão.
Foi, assim, do nada, apenas saiu pela mesma porta que entrou, se é que a felicidade entra pela porta, né? Uma vez me disseram que ela entra pela janela, sei lá, mas isso não vem ao caso, não agora.
Aqui o que nos interessa é a garota de olhar distante, procurando alguma coisa que nem ela sabe que perdeu; passos largos, pele branca, óculos escuros e cabelo curto, tão curto quanto a esperança que traz consigo.
Menina dos olhos de vidro, boneca talvez, mas os olhos de vidro são indispensáveis.
É difícil descrever alguma coisa que cativa, eu não sei, mas acho que aquela tristeza de algum modo – do seu – era bonita.
E é estranho como parecia minha aquela solidão.
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